Esqueceram a cacimba no lugarMudaram as cercas
Cavaram a estrada de sulcos compridos
Estreitaram
Colocaram tijolos na casa de taipa
O olho d'água chorou
Distribuíram meninos em casas distintas
Quebraram a porteira
Plantaram flamboyant
O jasmim continua lá
A cozinha abriu-se em outra porta
Fecharam a janela
Aumentaram o alpendre
Nasceram mais meninos
A luz chegou
O candeeiro apagou
As estrelas diminuíram
As velhas rezadeiras também
O jasmim continua lá
Alguns pés já não marcam o terreiro
Outros tantos já nasceram
Outros seguiram
Cresceram
Cavaram a estrada de sulcos compridos
Estreitaram
Colocaram tijolos na casa de taipa
O olho d'água chorou
Distribuíram meninos em casas distintas
Quebraram a porteira
Plantaram flamboyant
O jasmim continua lá
A cozinha abriu-se em outra porta
Fecharam a janela
Aumentaram o alpendre
Nasceram mais meninos
A luz chegou
O candeeiro apagou
As estrelas diminuíram
As velhas rezadeiras também
O jasmim continua lá
Alguns pés já não marcam o terreiro
Outros tantos já nasceram
Outros seguiram
Cresceram
E o jasmim continua lá
Continua como continua
As ripas da casa
Como continua a mesma pisada
De quem não vive sem um aperto de mão
Um abraço
Um aceno
Um choro entalado na garganta na hora da despedida.
Magna Santos