Queremos ser outro
Residente no imaginário
Este aqui de carne e osso
E veias
E sangue
Ah, este é mesmo o que pulsa e se movimenta
O outro...parado
Estático
De nada
Permanece adormecido no fundo da lagoa
...
E espera que um belo dia
Possamos tirá-lo de lá
Quando, enfim, nos afogaremos.
Magna Santos
*Escrito após a leitura de um poema do grego Konstantino Kaváfis, publicado no blog Quemerospoemas de Samarone Lima.
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sábado, 4 de setembro de 2010
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