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terça-feira, 2 de novembro de 2010

ROSAS VERMELHAS

Nada a dizer sobre o dia de finados
Eles também se alegram pela luta encarnada
Restauro-me na alegria da vida
Reinventada nas ruas
Pés pulam felizes ante a festa de cores

Sim, somos adeptos da alegria
Irmã da esperança
Companheira da doçura

Entre soluços de alívio
O número dos indecisos
Dos convencidos
Do pessimismo
Vêem o jornal nacional

Nada há a dizer
Só respeito
Compreensão

E pensar mais um poema de Quintana:
'Esperança'

A todos os que acreditaram
Fica a decisão tomada
E não renunciada
O trabalho assumido...

A todos os que fizeram a cena
Uma questão a lembrar:
Somos parte da história
Daqui a séculos seremos indicados:
"Os "loucos" continuaram no poder
Festejaram bolinhas de papel
Como crianças
Pintaram de vermelho as ruas
Efeminaram a alvorada
Ostentaram rosas ao invés de punhos fechados"

Sim, fomos nós
E quem mais?

Viva o povo brasileiro!


Magna Santos

domingo, 17 de outubro de 2010

CORES

Adormeci nos meus próprios calos
Fiz deles travesseiros

Empoeirados

Escutei uma cantiga de ninar que não existia

Delírio, talvez


Acordei à tardinha

...

Ilusão


Não tenho nada mais a dizer

A não ser sobre as cores do sol poente

Novas considerações

Algumas dolorosas

Penosas

Outras viçosas...

Todas reais


Antes a realidade

Que o céu pintado a mão

Prefiro as tempestades

À bonança comprada

A peso de ouro


Prefiro a chuva fria

Ao abrigo que acorrenta.


Magna Santos