Nada a dizer sobre o dia de finados
Eles também se alegram pela luta encarnada
Restauro-me na alegria da vida
Reinventada nas ruas
Pés pulam felizes ante a festa de cores
Sim, somos adeptos da alegria
Irmã da esperança
Companheira da doçura
Entre soluços de alívio
O número dos indecisos
Dos convencidos
Do pessimismo
Vêem o jornal nacional
Nada há a dizer
Só respeito
Compreensão
E pensar mais um poema de Quintana:
'Esperança'
A todos os que acreditaram
Fica a decisão tomada
E não renunciada
O trabalho assumido...
A todos os que fizeram a cena
Uma questão a lembrar:
Somos parte da história
Daqui a séculos seremos indicados:
"Os "loucos" continuaram no poder
Festejaram bolinhas de papel
Como crianças
Pintaram de vermelho as ruas
Efeminaram a alvorada
Ostentaram rosas ao invés de punhos fechados"
Sim, fomos nós
E quem mais?
Viva o povo brasileiro!
Magna Santos
Mostrando postagens com marcador eleição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleição. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 2 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
CORES
Adormeci nos meus próprios calos
Fiz deles travesseiros
Empoeirados
Escutei uma cantiga de ninar que não existia
Delírio, talvez
Acordei à tardinha
...
Ilusão
Não tenho nada mais a dizer
A não ser sobre as cores do sol poente
Novas considerações
Algumas dolorosas
Penosas
Outras viçosas...
Todas reais
Antes a realidade
Que o céu pintado a mão
Prefiro as tempestades
À bonança comprada
A peso de ouro
Prefiro a chuva fria
Ao abrigo que acorrenta.
Magna Santos
Fiz deles travesseiros
Empoeirados
Escutei uma cantiga de ninar que não existia
Delírio, talvez
Acordei à tardinha
...
Ilusão
Não tenho nada mais a dizer
A não ser sobre as cores do sol poente
Novas considerações
Algumas dolorosas
Penosas
Outras viçosas...
Todas reais
Antes a realidade
Que o céu pintado a mão
Prefiro as tempestades
À bonança comprada
A peso de ouro
Prefiro a chuva fria
Ao abrigo que acorrenta.
Magna Santos
Marcadores:
2º turno,
Brasil,
eleição,
Marina Silva,
realidade
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
VAI PASSAR
O medo agora tem cor, cheiro e endereço. Deixou de ser algo inodoro, invisível. O monstro subiu do porão e começa a arranhar a porta, querendo entrar. Conheço o seu jeito não é de hoje e mamãe teima em me dizer: "vai passar, filha, vai passar". Será?
Sei não...das outras vezes que arrombou minha porta, fez um estrago daqueles. Pintado de azul e amarelo, com um grande bico e a fome maior ainda, manteve-se aqui por exatos oito anos, entregando tudo o que eu tinha aos transeuntes. Vi aos poucos minha casa esvaziada. Perdi o viço e, desde esse tempo, tomei horror a ele, eu que já temor o tinha. Lutei, com todas as forças das minhas mãos pequeninas, para expulsá-lo de dentro, mas inútil. Ele entrou e tomou gosto pelo meu cantinho.
Agora está querendo voltar, após oito anos tentando me recuperar. Decerto, minha casa ainda não está como quero, falta muita coisa...mas, logo agora? Logo agora, quando minhas mãos já sabem plantar coisas melhores, já ensaiam algumas notas musicais. Logo agora que minha casa permanece mais serena, que meus vizinhos me respeitam mais. Logo agora que pensava em enfeitar o jardim... Logo agora?
Mamãe continua me dizendo: "vai passar, filha, vai passar". E aí me lembro, em flashes, de uma lenda antiga, contada na hora de dormir. Falava que, certo dia, o rei lançou um desafio: quem seria capaz de criar uma frase apropriada para ler na hora da tristeza, como também no instante da alegria? Muitos foram as tentativas de todos os plebeus, contudo a única que calou o rei foi exatamente esta: vai passar.
Assim, seja qual for o resultado dessas minhas noites aterrorizantes, seja qual for a força do monstro com suas unhas perseverantes, terei como escudo, de fato, o ninar de minha velha mãe: "vai passar". Por ora, asseguro: minhas pequenas mãos continuam tateando o trinco da porta e fechando e fechando e fechando...
Sei não...das outras vezes que arrombou minha porta, fez um estrago daqueles. Pintado de azul e amarelo, com um grande bico e a fome maior ainda, manteve-se aqui por exatos oito anos, entregando tudo o que eu tinha aos transeuntes. Vi aos poucos minha casa esvaziada. Perdi o viço e, desde esse tempo, tomei horror a ele, eu que já temor o tinha. Lutei, com todas as forças das minhas mãos pequeninas, para expulsá-lo de dentro, mas inútil. Ele entrou e tomou gosto pelo meu cantinho.
Agora está querendo voltar, após oito anos tentando me recuperar. Decerto, minha casa ainda não está como quero, falta muita coisa...mas, logo agora? Logo agora, quando minhas mãos já sabem plantar coisas melhores, já ensaiam algumas notas musicais. Logo agora que minha casa permanece mais serena, que meus vizinhos me respeitam mais. Logo agora que pensava em enfeitar o jardim... Logo agora?
Mamãe continua me dizendo: "vai passar, filha, vai passar". E aí me lembro, em flashes, de uma lenda antiga, contada na hora de dormir. Falava que, certo dia, o rei lançou um desafio: quem seria capaz de criar uma frase apropriada para ler na hora da tristeza, como também no instante da alegria? Muitos foram as tentativas de todos os plebeus, contudo a única que calou o rei foi exatamente esta: vai passar.
Assim, seja qual for o resultado dessas minhas noites aterrorizantes, seja qual for a força do monstro com suas unhas perseverantes, terei como escudo, de fato, o ninar de minha velha mãe: "vai passar". Por ora, asseguro: minhas pequenas mãos continuam tateando o trinco da porta e fechando e fechando e fechando...
Magna Santos
Assinar:
Postagens (Atom)