As luzes sagradas de Recife me esperam. Gente dorme lá embaixo, enquanto exulto em chegar. Poucos sabem da minha existência e isto pouco importa. Os que sabem me dizem coisas boas e boa mesmo é a vida, as cores, o tempo.
Retorno de uma cidade limpa, belíssima, quase impecavelmente arquitetada para encher os olhos e a vida dos seus habitantes. Poucos pedintes pela rua...poucos? Acaso um só não seria muito em qualquer lugar?
Parece que ainda estamos complacentes a uma lógica perversa.
Alguém comenta na jardineira*: "se tem coisa feia nesta cidade, eu não vi". Aponta-se, então, um barraco. É, desconfia-se que há gente a sofrer.
E sou salva por Leminski na sua pedreira curitibana:

Magna Santos
*tradicional ônibus turístico de Curitiba