Tomou emprestado da vizinhança, as estrelas
Amparando o largo céu...
Ela sabia
Antes de qualquer um
Sabia antes mesmo de saber que sabia
Só não sabia onde estava o filho
Que se foi furar pés em espinhos
Terra
Lembrou de todas as dores
Porque elas nunca se foram
Latejam permanentemente nos rostos
Dos novos e velhos do seu povo
Brancos que dividiram terras
Exterminaram caças
Desertaram corações
Queimaram em nome de Deus
Comercializaram céus e chãos...
Venderam esperanças
Compraram solidões
Restou cercas e aperto no peito
Leito
E muitas
Muitas pontes por construir.
Magna Santos
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PEDREIRA
As luzes sagradas de Recife me esperam. Gente dorme lá embaixo, enquanto exulto em chegar. Poucos sabem da minha existência e isto pouco importa. Os que sabem me dizem coisas boas e boa mesmo é a vida, as cores, o tempo.
Retorno de uma cidade limpa, belíssima, quase impecavelmente arquitetada para encher os olhos e a vida dos seus habitantes. Poucos pedintes pela rua...poucos? Acaso um só não seria muito em qualquer lugar?
Parece que ainda estamos complacentes a uma lógica perversa.
Alguém comenta na jardineira*: "se tem coisa feia nesta cidade, eu não vi". Aponta-se, então, um barraco. É, desconfia-se que há gente a sofrer.
E sou salva por Leminski na sua pedreira curitibana:

Magna Santos
*tradicional ônibus turístico de Curitiba
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