Ela me considera jovem
Eu, com uns mil anos de idade
Ela me considera jovem
Voz
Corpo...
Jovem
Eu
Velha como o horizonte
_ Quem és tu, meninazinha infeliz? Quem és tu? - poderia perguntar, fitando-me os olhos.
E eu
Num supremo esforço
Responderia nada
Ficaria muda, calada, estática
...
Para ser contemplada
...
Igual ao horizonte.
Magna Santos
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de novembro de 2010
SÓ FLOR

A cabeça anda cansada, já não aguenta tanta tecnologia. Liga o monitor e aquela dor rotineira a visita. Os livros andam com as letras cada vez menores. "Melhor rever os óculos, devem estar desatualizados", teoriza para si mesma. Mas o fato é que não aguenta nada, absolutamente nada. Cansou de pensar. E foi aí que pensou como seria um dia sem pensar:
Um dia onde as gotas de chuva pudessem inundar o quintal e ela nem percebesse a juriti procurando o ninho encharcado.
Um dia onde as contas voltassem pro remetente e este se encarregasse de quitá-las, pois o destinatário estaria num destino impensante.
Um dia onde dormisse horas a fio e quando acordasse nem lembraria de existir, simplesmente, seria.
Um dia onde as pessoas não precisassem de conselhos nem lhe procurassem para respostas.
Um dia onde vomitasse todas as dores e não lhes retornassem ao apetite.
Um dia onde escorregar no erro fosse normal...sem culpa, sem dor.
Onde as lições fossem bem-vindas e os fracassos, festejados como marcas da tentativa.
Um dia onde os sorrisos fossem fora do comum...feito bobos, loucos, pouco convencionais.
"Ah, razão que aprisiona os sentidos!"
Um só dia...
Um dia: onde, porque o quando não tem lugar para quem não pensa.
Um dia sem regras gramaticas nem ortográficas para não se obrigar a ter ideias sem acento...
Sim, um dia sem idéias.
Só flor, fruto e cor.
Magna Santos
Um dia onde as gotas de chuva pudessem inundar o quintal e ela nem percebesse a juriti procurando o ninho encharcado.
Um dia onde as contas voltassem pro remetente e este se encarregasse de quitá-las, pois o destinatário estaria num destino impensante.
Um dia onde dormisse horas a fio e quando acordasse nem lembraria de existir, simplesmente, seria.
Um dia onde as pessoas não precisassem de conselhos nem lhe procurassem para respostas.
Um dia onde vomitasse todas as dores e não lhes retornassem ao apetite.
Um dia onde escorregar no erro fosse normal...sem culpa, sem dor.
Onde as lições fossem bem-vindas e os fracassos, festejados como marcas da tentativa.
Um dia onde os sorrisos fossem fora do comum...feito bobos, loucos, pouco convencionais.
"Ah, razão que aprisiona os sentidos!"
Um só dia...
Um dia: onde, porque o quando não tem lugar para quem não pensa.
Um dia sem regras gramaticas nem ortográficas para não se obrigar a ter ideias sem acento...
Sim, um dia sem idéias.
Só flor, fruto e cor.
Magna Santos
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