Vocês que comentam, deixando este rastro de carinho, me dão a certeza da importância da partilha. Não têm ideia de quantas vezes vocês mesmos me dão sentido naquilo que me saiu como um desabafo ou uma ilusão, um devaneio, embora, claro, sempre verdadeiro.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
PARÊNTESE
Vocês que comentam, deixando este rastro de carinho, me dão a certeza da importância da partilha. Não têm ideia de quantas vezes vocês mesmos me dão sentido naquilo que me saiu como um desabafo ou uma ilusão, um devaneio, embora, claro, sempre verdadeiro.
sábado, 3 de abril de 2010
PÁSCOA E REFLEXÃO
Este vídeo me chegou por email e partilho ele com vocês. Traz reflexões acerca da Paixão de Cristo - Este Ser todo coragem e justiça, todo amor, fé e obediência à vontade do Criador. O Único e Verdadeiro Revolucionário que não derramou nenhum sangue humano, a não ser o próprio. Cada um escolhe a forma de viver e ver o Cristianismo, porém Ele nos mostrou o que significava cada palavra falada com a própria vida.
FELIZ PÁSCOA A TODOS! LUZ E PAZ!
Magna Santos
segunda-feira, 29 de março de 2010
MUDA EM FLOR
Assim, para não estourar também, vou me arriscar a mostrá-la em Sementeiras. Digo me arriscar, pois não tenho a autorização do autor, que tem suas reservas, assim como eu. Eu, que nunca publiquei texto de ninguém aqui, hoje abro uma exceção e me arrisco. Desculpe a audácia, meu irmão, mas sua muda é obra-prima, talvez seja importante a partilha. Se não quiseres, excluo na hora. Uma coisa te digo, meu cumpade: sou totalmente suspeita e também estou com muitas saudades. Aí vai a muda que já chegou em flor:
SAUDADES
Saudade de vocês, de gente que se gosta por se gostar, pelo único interesse: o bem-estar do próximo. Saudade de conversar, de dizer o que sinto, de ouvir o que preciso, goste ou não. Saudade de vocês, dos conselhos com compromissos, dos risos sem compostura, da alegria de ter estado junto em situações cômicas e difíceis, sempre lembradas com alegria.
Saudade de vocês, saudade é bom e faz valorizar até coisas inumeráveis, inestimáveis, coisas mágicas, coisas reais, com sabor de café e cheiro de jasmim-laranja, de balanço de rede ou de firmeza postural dos quase centenários bancos do alpendre velho. Ah, alpendre velho, onde me sento com um velho com a disposição de menino e me aconselha, enquanto balança a cadeira e se queixa do inverno.
Saudade de vocês, quando vejo um outro Tio se emocionar ao ver que aumentaram os casais de campinas. Não há dinheiro que me pague as manhãs de domingo naquele alpendre velho, onde pisou um patriarca lunduzento que deixou uma herança de carater indiscutível. Onde eu selava o banco e me imaginava pegando gado no mato, ganhava vaquejadas e me fazia também ser vaqueiro, embora minha professora dissesse que só podia ser médico ou bancário.
Saudade de vocês, de uma redezinha amarela, onde eu dormia na sala perto da rede de Bá. De uma casa onde eu tinha uma Tia que eu dizia gostar mais do que a minha Mãe. E a minha Mãe dizia que era pra eu gostar mesmo!
Saudade de vocês, ao lembrar da prima de cabelo de índia e de um primo da bicicleta, do gravador e de uma máquina de tirar retrato (o herói de botas), que eu não sabia se eram primos ou irmãos, pois quantas vezes eu ouvia meu Pai dizendo que eram seus filhos também!
Saudades que foram parar acho que num caminhão azul lá... no "ricifi". "Que quando eu crescer eu vou puntá eles!"
Saudades de vocês, eta vocês, vocês que só aumentam e aumentam minhas saudades. Primeiro com a primeira notável que me adotou como primo também. E dela surgiu um nem tão pequeno, mas um grande apegado ao nosso alpendre velho e outra pequena coração valente, que me faz sentir o melhor médico do mundo. Saudades e como é bom ter saudades, saudade que me dá saúde.
Então acho que somos soldados, talvez a solda da família, assim nos uniu, fazendo uma engenharia onde só funciono na dependencia de outras peças. Acho que a saudade é o lubrificante para "eu-peça" possa funcionar melhor.
Halano.
domingo, 28 de março de 2010
ESPELHO, ESPELHO MEU...
_ Cara, onde é que tu estás? Só está faltando você. Jogar sem goleiro é meio difícil, né, meu irmão? Fernando passou na tua casa para te pegar, interfonou e nada.
_ Ham? - disse, ao mesmo tempo que, enfim, compreendia o porquê do trânsito livre, da rua vazia, da brevidade para chegar, da pouca gente no percurso, da porta fechada...tantas pistas...cego! Em plena manhã de domingo, se encontrava na entrada do trabalho. "Que vexame!"
Olha ao redor, o vigilante era a única testemunha. Acena totalmente sem graça e dá meia volta, como quem erra um caminho conhecido.
Magna Santos
quinta-feira, 18 de março de 2010
ROBERTO CARLOS RAMOS*
Hoje o vi nos trilhos em busca de um trem atrás de si.
Hoje prestei atenção na dor de alguém e imaginei tantas outras dores
Hoje chorei porque ele teve pouco e é muito.
Meninos e meninas de um Brasil com vários e de raros
Brasis incansáveis da lavadeira que acorre ao primeiro comercial...
Quanta responsabilidade dos publicitários
Quanta responsabilidade!
O que vender?
Pra quem?
Quem vai perder?
E ganhar?
Quem vai?
Cheguem aos montes
_ Tragam as vasilhas!
_ Levem pesadelos
_ Paguem com sonhos
Ou seria o contrário?
Há pouco o vi correr na rua
Construir histórias mirabolantes
Para crianças hilariantes
É, a vida surge sempre
Quando se tem uma chance
Uma só
De graça...
Comprando com esperança
Pagando com perseverança
E fé
Lucro líquido
E certo.
Magna Santos
* Este é o nome de um menino, cuja vida é contada no filme brasileiro: "O contador de histórias". Há mais sobre o "menino", clicando aqui.
sexta-feira, 5 de março de 2010
ANGÚSTIA
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
POESIA?*
Rima?
Precisão?
Êxtase?
Compaixão?
Sim
Não sei definir poesia
Poesia é imprecisão
É busca
Aperto
Leveza
Explosão
Poesia
É tudo
E quase nada
Daquilo que se vive
Poesia é deixar-se
Embora dentro
É prender-se
Embora fora
Ah, poesia é aquilo
Aquela coisa...
E o poeta dizendo não
Fazer-se
Faz-se
...
É contradição
Magna Santos
*Escrito a partir das citações feitas por Gustavo de Castro no blog Razão Poesia (http://casadasmusas.org.br/blogs/gustavo/?p=1069)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
EU VOU, EU VOU...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
INSÔNIA*
Houve?
Acho que esse tempo é agora.
Levanto-me, saio, sento, assisto
à TV
Ao computador ...
... à minha vida.
Espera ansiosa por um dia que não vem.
Esqueço que estou dormindo
Para me acordar em tempo.
Quanto tempo falta?
Quantas horas durmo?
Será que eu acordo?
Será que estou sonhando?
Seria um pesadelo?
Um sonho exótico
De um país vizinho,
Vizinho ao meu.
O continente está perto de ser deslocado
Como a África das Américas.
Quanto tempo levou?
Continentes estranhos
Sonhos distintos
Ideais distintos.
Sadios, absurdos.
Eram irmãos.
E o globo se põe a girar
E a hora a passar
Correr ou se arrastar.
Luzes apagadas no edifício vizinho
Lá, por certo, dormem
Serenizam, sonham
Se eternizam
Nesse tempo absurdo
Que não volta mais...
Quando o sol surgir
Vou perguntar:
“_Onde esteve
Que não aqui?”
Magna Santos
