Piedade, meu Deus!
Eu não sabia do fim
O asfalto na cara é o que me resta
Deste mundo sofrido
Pessoas me perguntam
Sem que eu atine
Respostas
Algo aconteceu...
Só uma buzina
Uma luz
São minhas lembranças
Piedade, piedade!
Já não escuto nada
O asfalto na cara esfria
Meu corpo inteiro
Piedade, Criador!
Cada garrafa, papelão, papel
Vale o tempo perdido
Agora reciclado
Piedade, meu Deus!
Onde ela está agora?
...
E eu?
...
Onde estou?
Magna Santos
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
sábado, 7 de agosto de 2010
ANTES QUE CHEGUE DOMINGO
Antes que chegue domingo, eu queria te dizer que aquela dor passou. Não tenho mais raiva de ti, não acordo mais chorando por não conseguir te ver, nem forço a mente para recordar os detalhes do teu rosto.
Não lamento mais teus cabelos não terem branqueado, nem tuas mãos, enrugado. Não. Algumas rugas já começam a me aparecer, dizendo-me que é bom, mas nem sempre necessário.
Sim, pai, estou aqui. Me acostumei a dormir sabendo da tua existência.
Antes que chegue domingo, quero te dizer que sempre te espero, mas não no presente. Te espero no futuro, quando meus pés tiverem caminhado o suficiente e os teus puderem voltar. Te espero no futuro, quando minhas mãos virarem vento e tiverem calos de uma plantação, espero, produtiva.
Te espero naquele dia que um dia há de vir. E, mesmo que não seja um domingo, te abraçarei com amor ao te ver ao meu encontro. E minha cabeça branca sorrirá, quando vir, surpreendentemente, que a tua também branqueou.
Magna Santos
Não lamento mais teus cabelos não terem branqueado, nem tuas mãos, enrugado. Não. Algumas rugas já começam a me aparecer, dizendo-me que é bom, mas nem sempre necessário.
Sim, pai, estou aqui. Me acostumei a dormir sabendo da tua existência.
Antes que chegue domingo, quero te dizer que sempre te espero, mas não no presente. Te espero no futuro, quando meus pés tiverem caminhado o suficiente e os teus puderem voltar. Te espero no futuro, quando minhas mãos virarem vento e tiverem calos de uma plantação, espero, produtiva.
Te espero naquele dia que um dia há de vir. E, mesmo que não seja um domingo, te abraçarei com amor ao te ver ao meu encontro. E minha cabeça branca sorrirá, quando vir, surpreendentemente, que a tua também branqueou.
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