Perguntei a ele sobre poesia
Respondeu
Sobre metafísica
Outra resposta
Endereço de bares, cafés, happy hour...
Forneceu
Teorizou
Ah, gugui, tu sabes demais!
Mas Puxinanã é um perigo perguntar ao Gugui
Complicado demais
Pai dos analfabetos virtuais
Ancestrais da ignorância
Tu não sabes de tudo, Gugui
Outro dia, digitei um poema inteiro para atinar onde estaria
Ele mexeu, remexeu
Nada respondeu.
Desconfio que ainda averigua
Só queria dizer, assim, simplesmente, que encontrar amigos nem sempre é conseguido
Às vezes é complicado
A gente também mexe, remexe e nada responde
Reconhecê-los?
Às vezes trava e a memória da obediência arrisca:
Melhor apelar aos antigos
Ontem, Gugui acertou
O riso venceu
O abraço vicejou
A emoção aflorou
A dúvida morreu
Num pedaço da Argentina, conhecemos
Quanto as palavras valem a pena
(Que nem é tanta pena assim)
Um bebe para a coragem chegar
Uma a cria no divã
Outra, na cidade, rodopia um dia inteiro
Outros, meramente, chegam
E assim se desenhou nossa noite
E se pintou de três cores:
A preta foi iluminada com lanternas e velas
A vermelha consumida com bebidas astrais
A branca...
Ah, a branca...
A branca foram dos papéis
E do branco do olho de cada um.
Especialmente, para meus queridíssimos Geó, Dimas, Fabiana e Valda.
Para Lena, Ducaldo e Edjane por nos aturar a alegria incontida, graças a Deus.
Magna Santos
sábado, 13 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
DISTÂNCIA
Essa estrada toda pela frente
Deveria ter mais pontes no caminho
Mas se estende infinitamente
Como se não tivesse tamanho, sim
Dimensão
Quilômetros não se medem
Contam-se no tempo
Que acelera o que deveria demorar
E retarda o que o coração urge
O que sei é de ouvir falar
O que não vi é o que a imaginação comanda
Não quero ser apenas uma lembrança
Nem somente uma voz ao telefone
Magna Santos
Deveria ter mais pontes no caminho
Mas se estende infinitamente
Como se não tivesse tamanho, sim
Dimensão
Quilômetros não se medem
Contam-se no tempo
Que acelera o que deveria demorar
E retarda o que o coração urge
O que sei é de ouvir falar
O que não vi é o que a imaginação comanda
Não quero ser apenas uma lembrança
Nem somente uma voz ao telefone
Magna Santos
terça-feira, 2 de agosto de 2011
PEQUENA ALEGRIA
Quarta fila do Teatro Guararapes. Primeira a querer saber sobre o show, segundo funcionário da bilheteria. Mal contive a alegria. Quarta fila. Gil estará lá, sem chance para o "ou não" costumeiro. Estará sim e eu também, se Deus quiser. Eu e minha turma. Geraldo Maia abrirá o espetáculo. Primo do meu amigo Domingos, também digno e ótimo de se escutar.
_ Magninha, Geraldo Maia abrirá o show! Vai ser perfeito.
_ Geraldo Maia?
_ Sim, ele é ótimo.
_ Sei quem é Geraldo. Ele estava dando uma palhinha na feijoada do Domingos, que te falei.
_ Não acredito!
_ Foi. Não se avexe não. Dia 13 você escutará os dois: Geraldo Maia e Gilberto Gil.
Depois do dockside, foi aberta a temporada para os pequenos sonhos. Desconfio que não somos apenas o que fazemos, mas também o que ouvimos, o que queremos ouvir. Foi a música, mais do que os livros, que me embalou desde pequena. Não aprendi um instrumento sequer, como já contei aqui, porém, desde pequena, ela vive sustentando todos os momentos. Saudade, medos, preconceitos, conceitos, Deus, festa, alegria, tristeza, raiva...sou capaz de cantarolar algo sobre cada coisa. Gil com sua Refazenda, despedindo-se de Drão, 'falando com Deus', 'matando a sede' num Domingo no Parque, são algumas das músicas, situações vividas. E, quando as coisas velhas teimavam em aprisionar, apesar do meu Lamento Sertanejo, a Novidade vinha me dizer o quanto valia a pena e eu voltava a Andar com Fé.
Ah, meus amigos, perdoem essa pieguice incontrolável. Sou mesmo uma criança com doce nas mãos ou uma apaixonada vendo o Luar. É só minha alegria. No dia 13 faremos uma Procissão para aquele desorganizado estacionamento do Centro de Convenções, com a velha ansiedade sobre o tempo que se escorre, porém, lembrarei do Tempo Rei e tudo ficará em Paz.
_ Magninha, Geraldo Maia abrirá o show! Vai ser perfeito.
_ Geraldo Maia?
_ Sim, ele é ótimo.
_ Sei quem é Geraldo. Ele estava dando uma palhinha na feijoada do Domingos, que te falei.
_ Não acredito!
_ Foi. Não se avexe não. Dia 13 você escutará os dois: Geraldo Maia e Gilberto Gil.
Depois do dockside, foi aberta a temporada para os pequenos sonhos. Desconfio que não somos apenas o que fazemos, mas também o que ouvimos, o que queremos ouvir. Foi a música, mais do que os livros, que me embalou desde pequena. Não aprendi um instrumento sequer, como já contei aqui, porém, desde pequena, ela vive sustentando todos os momentos. Saudade, medos, preconceitos, conceitos, Deus, festa, alegria, tristeza, raiva...sou capaz de cantarolar algo sobre cada coisa. Gil com sua Refazenda, despedindo-se de Drão, 'falando com Deus', 'matando a sede' num Domingo no Parque, são algumas das músicas, situações vividas. E, quando as coisas velhas teimavam em aprisionar, apesar do meu Lamento Sertanejo, a Novidade vinha me dizer o quanto valia a pena e eu voltava a Andar com Fé.
Ah, meus amigos, perdoem essa pieguice incontrolável. Sou mesmo uma criança com doce nas mãos ou uma apaixonada vendo o Luar. É só minha alegria. No dia 13 faremos uma Procissão para aquele desorganizado estacionamento do Centro de Convenções, com a velha ansiedade sobre o tempo que se escorre, porém, lembrarei do Tempo Rei e tudo ficará em Paz.
Fiquem com um pouco de Galeano (presente lindo de Boca que costuma frequentar este espaço). Talvez ele consiga dizer o que não pude aqui:
A função da arte/1
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que
descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas
altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia,
depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a
imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao
pai: — Me ajuda a olhar!
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que
descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas
altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia,
depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a
imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao
pai: — Me ajuda a olhar!
Eduardo Galeano
Magna Santos
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
VENTO
O vento fez festa no dia.
Vento de agosto ainda em julho, despenteando as pessoas na rua. O cabelo molhado pesa na sua brincadeira, mas desassossegado tenta e consegue.
O vento também levantou os jornais de quem ainda tentava dormir na calçada, desmantelando a madrugada, já manhã, de quem sonhava em meio a pesadelos reais.
Vento de agosto em julho anuncia uma chuva fina que cai só para sujar os vidros e melar a tarde de quem esperava o sol.
Vento que sopra pra longe também os desgostos de quem se destempera, porque a noite veio cedo demais.
Vento sopra pra longe e traz para perto o ar renovado. Para dentro dos pulmões daquele que conta piada, como quem conta verdades ancestrais. Pulmões arejados com gargalhadas antigas.
Assim fica fácil ser feliz sem motivo...
Esse vento que leva e traz...
Magna Santos
Vento de agosto ainda em julho, despenteando as pessoas na rua. O cabelo molhado pesa na sua brincadeira, mas desassossegado tenta e consegue.
O vento também levantou os jornais de quem ainda tentava dormir na calçada, desmantelando a madrugada, já manhã, de quem sonhava em meio a pesadelos reais.
Vento de agosto em julho anuncia uma chuva fina que cai só para sujar os vidros e melar a tarde de quem esperava o sol.
Vento que sopra pra longe também os desgostos de quem se destempera, porque a noite veio cedo demais.
Vento sopra pra longe e traz para perto o ar renovado. Para dentro dos pulmões daquele que conta piada, como quem conta verdades ancestrais. Pulmões arejados com gargalhadas antigas.
Assim fica fácil ser feliz sem motivo...
Esse vento que leva e traz...
Magna Santos
quarta-feira, 20 de julho de 2011
MURO
Dez minutos de atraso foram suficientes para perceber o quanto o atraso é permanente na sua vida. Ela estava sempre à espera, disfarçadamente controlada, como um bombeiro a dois passos de uma bomba. Não importa se o coração quase sai pela boca, importante são as mãos não tremerem, o juízo concatenar ideias, as pernas andarem. Para onde?
Faz anos permanece em círculos. Vive sentada num muro imaginário, onde só os passarinhos a visitam e, vez ou outra, uma borboleta distraída.
Atende pelo nome de fulana, sem sobrenome nem nada que a possa expor. Tem que se preservar até a última gota...de sangue, esse mesmo que também não sabe o tipo e que passeia nas suas veias, graças ao sistema autônomo.
Autonomia é um tabu que aprendeu quando criança. Disseram-lhe que não sabia de nada e ela acreditou. E até hoje fica sem saber e acreditando piamente que não pode, não merece e não vai. Por isto, fica, criando raízes ao invés de asas.
Magna Santos
Faz anos permanece em círculos. Vive sentada num muro imaginário, onde só os passarinhos a visitam e, vez ou outra, uma borboleta distraída.
Atende pelo nome de fulana, sem sobrenome nem nada que a possa expor. Tem que se preservar até a última gota...de sangue, esse mesmo que também não sabe o tipo e que passeia nas suas veias, graças ao sistema autônomo.
Autonomia é um tabu que aprendeu quando criança. Disseram-lhe que não sabia de nada e ela acreditou. E até hoje fica sem saber e acreditando piamente que não pode, não merece e não vai. Por isto, fica, criando raízes ao invés de asas.
Magna Santos
segunda-feira, 18 de julho de 2011
DIMASLINS.COM
Há dias atrás tomei um susto ao telefone:
_ Magna, vou acabar com o Estradar.
Era Dimas Lins, com o qual já me acostumei a tecer ricas conversas sobre escrita, projetos, sites, papos sempre envolvidos em espontaneidade e disposição.
Julguei, num átimo, que ele pararia de escrever, tendo em vista acompanhar um pouco os momentos de relativa inquietação, decorrente da sua falta de tempo para a escrita, junto com a borbulha de projetos na cabeça, interrogações e reticências que nunca chegavam a um ponto final. Logo respondi no reflexo, com a habitual delicadeza que só tenho com os amigos:
_ Tu não inventa não, Dimas.
Ele sorriu discretamente e me explicou do que se tratava. Confesso que sou meio tonta para assimilar ideias que venham a acabar com algo que gosto muito, como é o caso do Estradar - irmão um ano mais velho do Sementeiras. A lição do desapego ainda estou a aprender e demorei horrores até visualizar a proposta de Dimas que, mais uma vez, dava um banho de novas e salutares ideias.
Assim, tenho a honra de comunicar a mudança do Estradar para um site inovador, cheio de um traquejo e criatividade próprios do dono. Estradar se mudará de mala e cuia para Dimaslins.com, um site onde a literatura continuará sendo aperfeiçoada, nutrida, detalhada, esculpida por mãos trabalhadoras e dedicadas: as mãos do nosso Dimas. Lá ele apresentará muito mais do que crônicas e contos, acrescentará novos projetos, sempre instigantes e, de quebra, o leitor entrará em contato com um talento que ele pouco verbaliza, mas que esbanja discretamente, quando cria o design dos blogs dos amigos, como foram o caso do Estuário, Inscritos em Pedra, Blog dos Perrusi, Torcedor Coral e...vem mais por aí. Como criar e agregar é o seu forte, ele ainda propõe a blogs de qualidade literária, já existentes, conectarem-se, formando uma rede, que venha a oferecer aos leitores letras variadas, numa espécie de ciranda, onde os respectivos autores se darão as mãos, "trocando" publicações, divulgando também os endereços envolvidos.
É por estas e outras que cada ligação que recebo do Dimas é um curso intensivo. Aprendo que qualidade é o motivo primeiro, crescer, o segundo. Disto temos a noção do que o novo site nos trará. Se o antigo Estradar era excelente, o Dimaslins.com, certamente, será um acréscimo necessário ao ciberespaço para as pessoas que buscam qualidade.
Portanto, sem mais delongas, fiquem com mais este endereço: http://www.dimaslins.com/
_ Magna, vou acabar com o Estradar.
Era Dimas Lins, com o qual já me acostumei a tecer ricas conversas sobre escrita, projetos, sites, papos sempre envolvidos em espontaneidade e disposição.
Julguei, num átimo, que ele pararia de escrever, tendo em vista acompanhar um pouco os momentos de relativa inquietação, decorrente da sua falta de tempo para a escrita, junto com a borbulha de projetos na cabeça, interrogações e reticências que nunca chegavam a um ponto final. Logo respondi no reflexo, com a habitual delicadeza que só tenho com os amigos:
_ Tu não inventa não, Dimas.
Ele sorriu discretamente e me explicou do que se tratava. Confesso que sou meio tonta para assimilar ideias que venham a acabar com algo que gosto muito, como é o caso do Estradar - irmão um ano mais velho do Sementeiras. A lição do desapego ainda estou a aprender e demorei horrores até visualizar a proposta de Dimas que, mais uma vez, dava um banho de novas e salutares ideias.
Assim, tenho a honra de comunicar a mudança do Estradar para um site inovador, cheio de um traquejo e criatividade próprios do dono. Estradar se mudará de mala e cuia para Dimaslins.com, um site onde a literatura continuará sendo aperfeiçoada, nutrida, detalhada, esculpida por mãos trabalhadoras e dedicadas: as mãos do nosso Dimas. Lá ele apresentará muito mais do que crônicas e contos, acrescentará novos projetos, sempre instigantes e, de quebra, o leitor entrará em contato com um talento que ele pouco verbaliza, mas que esbanja discretamente, quando cria o design dos blogs dos amigos, como foram o caso do Estuário, Inscritos em Pedra, Blog dos Perrusi, Torcedor Coral e...vem mais por aí. Como criar e agregar é o seu forte, ele ainda propõe a blogs de qualidade literária, já existentes, conectarem-se, formando uma rede, que venha a oferecer aos leitores letras variadas, numa espécie de ciranda, onde os respectivos autores se darão as mãos, "trocando" publicações, divulgando também os endereços envolvidos.
É por estas e outras que cada ligação que recebo do Dimas é um curso intensivo. Aprendo que qualidade é o motivo primeiro, crescer, o segundo. Disto temos a noção do que o novo site nos trará. Se o antigo Estradar era excelente, o Dimaslins.com, certamente, será um acréscimo necessário ao ciberespaço para as pessoas que buscam qualidade.
Portanto, sem mais delongas, fiquem com mais este endereço: http://www.dimaslins.com/
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terça-feira, 12 de julho de 2011
CÉU E TERRA
O céu desce à terra todos os dias
Coberto de asas
Esfumaça-se nas nuvens
Aconchega-se nas flores
E pousa entre colinas,
Mares
Terras
Sim, o céu desceu à terra
Um novo bebê nasceu
E outro
Após outro…
E outro ser subiu
Para descer depois que criar asas
O céu desce à terra
Por entre fios de telefones
Emails
Portas abertas
Sorrisos de amigos
Fraternos
Camaradas
Céu
Terra
…
Faces do sorriso de Deus.
Magna Santos
Inspirado na escrita do poeta Domingos Sávio do blog No Toitiço
Coberto de asas
Esfumaça-se nas nuvens
Aconchega-se nas flores
E pousa entre colinas,
Mares
Terras
Sim, o céu desceu à terra
Um novo bebê nasceu
E outro
Após outro…
E outro ser subiu
Para descer depois que criar asas
O céu desce à terra
Por entre fios de telefones
Emails
Portas abertas
Sorrisos de amigos
Fraternos
Camaradas
Céu
Terra
…
Faces do sorriso de Deus.
Magna Santos
Inspirado na escrita do poeta Domingos Sávio do blog No Toitiço
domingo, 10 de julho de 2011
FRUSTRAÇÃO
Frustração é encontrar uma vaga para o carro
Estacionar
Tempos modernos...
Vagas lá fora:
Faltas lá dentro
Vontade represada
É dar só um abraço
Ao invés de quatro.
Para os amigos Domingos Sávio, Edgar Mattos, João Carlos de Mendonça e Arsênio Meira Junior.
Magna Santos
Estacionar
Tempos modernos...
Vagas lá fora:
Faltas lá dentro
Vontade represada
É dar só um abraço
Ao invés de quatro.
Para os amigos Domingos Sávio, Edgar Mattos, João Carlos de Mendonça e Arsênio Meira Junior.
Magna Santos
domingo, 3 de julho de 2011
A POESIA E OS CINCO ANÕES
Trouxe os cinco anões: Zangado, Soneca, Atchim, Dengoso e Mestre. Ainda bem que trouxe o Mestre, não saberia o que fazer sem ele. Estão todos aqui na minha cabeceira, nesta ordem e estáticos à espera de que lhes fale da Branca de Neve. Mas ela está lá na sala, olhos vidrados, fotografando e filmando, sem ligar se estou aqui com sono, sozinha, escrevendo estas poucas linhas, antes de chamá-la novamente para brincar.
Minhas letras parecem poesia? Não são. Neste exato instante, a poesia está na minha sala, em pessoa. Daqui a pouco brincarei com ela de adedonha, dominó e o que mais quiser. Amanhã a poesia viaja e me deixará por inescapáveis 15 dias. Terei de rebolar para vê-la outra vez. Diz que me liga da estrada, me dirá que está com saudades, informará que me ama com uma emoção de choro entalado na garganta, porém, como nada ela deixa preso, logo soltará uma lágrima, assim como um grito de alegria:
_ Tia, foi massa, tia! Muito legal, mãe! - (é, a poesia anda a me chamar de mãe)
E aí eu a ouvirei contar como foi o dia, o passeio nas dunas, o mergulho na piscina ou no mar.
Mas agora, a poesia acaba de entrar no meu quarto, chega com olhos curiosos, ouve o que tenho a dizer e gosta, porque sorri. E concluo, num segundo, que ela...ela sempre estará aqui.
Magna Santos
Minhas letras parecem poesia? Não são. Neste exato instante, a poesia está na minha sala, em pessoa. Daqui a pouco brincarei com ela de adedonha, dominó e o que mais quiser. Amanhã a poesia viaja e me deixará por inescapáveis 15 dias. Terei de rebolar para vê-la outra vez. Diz que me liga da estrada, me dirá que está com saudades, informará que me ama com uma emoção de choro entalado na garganta, porém, como nada ela deixa preso, logo soltará uma lágrima, assim como um grito de alegria:
_ Tia, foi massa, tia! Muito legal, mãe! - (é, a poesia anda a me chamar de mãe)
E aí eu a ouvirei contar como foi o dia, o passeio nas dunas, o mergulho na piscina ou no mar.
Mas agora, a poesia acaba de entrar no meu quarto, chega com olhos curiosos, ouve o que tenho a dizer e gosta, porque sorri. E concluo, num segundo, que ela...ela sempre estará aqui.
Magna Santos
sexta-feira, 1 de julho de 2011
SILENCIOSO
Liguei para o poeta
Não atendeu.
Silencioso
Como quem escreve uma tese
Que ainda não sabe
Demora a saber...
Só sei que ressuscita de tempos em tempos
Como se nada tivesse acontecido
Ou tudo
Quem sabe?
E volta a inscrever
Seus versos certeiros
Sedutores
Flerta com todas as palavras
Adere
Quando vê uma exclamação
Que não usa
Mas adere
...
Em nome da vírgula
Da interrogação.
Para Josias de Paula Jr. do Inscritos em Pedra - o nosso Poeta Geó.
Magna Santos
Não atendeu.
Silencioso
Como quem escreve uma tese
Que ainda não sabe
Demora a saber...
Só sei que ressuscita de tempos em tempos
Como se nada tivesse acontecido
Ou tudo
Quem sabe?
E volta a inscrever
Seus versos certeiros
Sedutores
Flerta com todas as palavras
Adere
Quando vê uma exclamação
Que não usa
Mas adere
...
Em nome da vírgula
Da interrogação.
Para Josias de Paula Jr. do Inscritos em Pedra - o nosso Poeta Geó.
Magna Santos
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